domingo, 2 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
"É fácil amar o outro na mesa do bar, quando o
papo é leve, o riso é farto e o chopp gelado. É fácil amar o outro nas
férias, no churrasco, nas festas ou quando se vê de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba, quando não acredita em mais nada e
entende tudo errado. Quando paralisa, perde o charme, o prazo, a
identidade e a coerência. Nessas horas que se vê o verdadeiro amor,
aquele que quer o bem acima de tudo. É esse o amor que dura para sempre,
na verdade, esse é o único tipo que pode ser chamado de amor"
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Cada um carrega contornos e nuances, paz e tragédia, razão e devaneio.
Em cada um está depositado aspirações, conspirações, segredos, mas o que
para uns é amor para outros é desespero, o que para uns é só viver para
outros é intensidade, quando para uns é superfície para outros é
profundidade. E assim o mundo segue cheio de paradoxos, pontos de vista,
excentricidades, diferenças e idenficações.
Se as vezes somos tão parecidos outras somos diferentes, se as vezes
somos os mesmos outras não somos iguais. Se por uma lado somos feitos da
mesma matéria por outro temos a tal subjetividade. Se no fundo somos
complexos na superfície somos só gente.
Cada história em particular é movida por ensinamentos,
aprendizados e experiências adquiridas. Existem pudores que precisam ser
respeitados, existem dramas que precisam ser expostos, existem palavras
que não precisam ser ditas e lágrimas que tem de ser derramadas. É
necessário entrar no universo do outro respeitando os limites, os sinais
vermelhos, a hora de voltar.
Natan Gaia
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Amar é coisa de gente corajosa.
"Amar é virtude pra poucos. Amar é arte, é
loucura, há percas, há ganhos, hematomas, vez em quando, um sangramento
daqui, outro colá. Amar é coisa de gente corajosa. E requer jogo de
cintura. Tem cara feia, mal humor, discussão, ciúmes, esf
riamentos,
brigas, tolices e uns lançamentos de vidro pelos cômodos da casa. Mas
amor é companhia, é cuidado, afago, compreensão por um olhar, abraço que
acolhe, beijo de ternura, cafuné que chama o sono e conchinha que
protege. Amor nunca vem sozinho. As vezes chega antes da companheira de
viagem, as vezes depois. Mas nunca vem só, carrega consigo a paixão. E
quando dá breu, lá vem a chama, consumindo a casa toda. Nem de menos,
nem demais. O bastante."
— Aghata Paredes.
— Aghata Paredes.
sábado, 1 de setembro de 2012
O barulho que o silêncio faz
"É esse meu jeito de dizer tudo em meio ao silêncio que tanto te
incomoda, não é? Eu sei, mas sempre acreditei que o silêncio diz mais do
que qualquer palavra. Você precisa entender isso, meu bem. Tudo aquilo
que não sai da minha boca eu esvazio em um olhar. E eu sei, isso é mais
do que um defeito, é insuportável. Dizer não quando se quer dizer sim,
fugir daquilo que provavelmente te faria feliz. Mas fazer o quê, pessoas
são complicadas, sentimentos mais ainda."
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath.
Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho,
ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes
que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e
gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a
sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que
não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem
dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra
correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a
voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura
distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de
si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas,
gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas,
não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto.
Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e
suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda
mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros
os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de
desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento
de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim.
Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
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