quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Também não entendo.


"Fui fabricada sem manual de instruções e as vezes dou defeito (dou defeito porque o mundo é defeituoso). Na minha fórmula contém fragilidades, medos, hesitações, perspectivas, entretanto, também sou feito de obstinações, sorrisos, alegrias bobas, urgências, cartas correspondidas, olhares que dizem e paraísos internos. Sou um infinito de ♫“pensamentos soltos traduzidos em palavras pra que você possa entender o que eu também não entendo.”♫"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


"Nasceu atraído pelo desafio que o impossível sempre lhe impôs e com um peito que é especialista em fabricar sonhos absurdos, sonhos que lhe cabem direitinho, que lhe jogam do precipício com asas pra voar. Veio com o dom da palavra nos dedos, nunca foi de falar muito e sempre deu preferência para o que os livros lhe dizem, sempre os achou ótimos conselheiros e janelas por onde podia escapar. É metódico, ansioso, exagerado, nostálgico, enigmático, tranquilo, sonhador. As vezes sério outras desequilibrado."


Natan Gaia

"Não quero a contagem das horas me lembrando meus atrasos, minhas obrigações e afazeres. Não quero a pressa, a mesmice, nem a monotonia do cotidiano que nos aprisiona numa dízima periódica. Não quero um dia a mais, quero exceção. Quero pelo menos hoje (minto pelo menos sempre) o inédito da vida. Quero por em prática as coisas loucas, boas, saudáveis e inconsequentes que aprendi nos discos filmes e livros. Quero certeza nas decisões, a epifania do mundo, ou seja, a compreensão da essência da vida, dos meus dias, de mim mesmo. Quero um olhar que veja o meu perdido e o acolha. Quero sair pelo incerto, pelo que ainda não foi contaminado pela repetição, ir rumo ao inexplorado. Quero além desse parágrafo, existem coisas que não podem nem precisam ser ditas. Quero sair e deixar a rua me levar, só hoje quero dormir sem palavras."


Natan Gaia