terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath.
Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho,
ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes
que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e
gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a
sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que
não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem
dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra
correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a
voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura
distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de
si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas,
gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas,
não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto.
Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e
suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda
mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros
os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de
desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento
de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim.
Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
AMOR - 4 SÉRIES X 8
Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das
revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o
preço do pão, o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o
clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si
mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda.
Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais
eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais
ousado – e mais antigo - que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm
tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito
(e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o
coração. É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o
amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples. E você
não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você
pode – e deve – amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim,
é a melhor combinação!). E também amar a vida. Amar um projeto. Um
trabalho. Um sonho. Ou – porque não? – simplesmente amar o amor. Se todo
amor vale a pena? Eu acredito que sim. O mundo não está triste só por
causa das guerras, do superaquecimento global e do tal “salve-se quem
puder” As pessoas se escondem atrás das tecnologias e de um falso
liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos. Ah, me
desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! Mentira
minha? Duvido. Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém
especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de
mãos dadas. É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos
superficiais, as noites vazias. (Relacionamentos trazem tantos problemas
e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade). Mas tenho a impressão
de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo
amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria
graça. (E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta
insônia por aí). Escrevi, uma vez, uma letra onde canta a seguinte
frase: “Será que amar é mesmo tudo”? Na época eu não saberia responder.
Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo. É quase
tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que
canta (e encanta). Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o
que nos faz dizer “Bom dia” com o sorriso mais livre do mundo. Se eu
estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me
apaixonei por mim mesma. E, como presente, ganhei um novo amor que é
fruto de todos os grandes amores que tive. Sorte minha? Talvez. Mas amor
não é apenas sorte. Não pensem também que amor é a solução pra todos os
nossos problemas. Não. Amor não é solução. Amor é prêmio. Recompensa
feliz para quem – afinal de contas – conseguiu manter-se fiel a si
mesmo. Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos
duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que
podemos fazer.
(O coração agradece!)
- Fernanda Mello
domingo, 22 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
És presença. E, mesmo quando és ausência, és muito mais do que saudade. És vontade de ver de novo, de ver mais, de ver mais de perto, ver melhor. E tocar, de modo que, cada toque, eu tenha um pouco mais de ti em mim, para que não haja mais ausência. Te encontrar virou apenas uma questão de fechar os olhos. Tenho confundido ‘’eu’’ com ‘’nós’’. Mas essa confusão só me acontece porque eu tenho certeza de tudo que eu sinto. E o que eu sinto é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto. — Lucas Silveira
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Pra que serve um amigo?
"Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém".
- Martha Medeiros
quarta-feira, 11 de julho de 2012
“Quem
é aquela dama, que dá a mão ao cavalheiro agora? Ah, ela ensina as
luzes a brilhar! Parece pender da face da noite como um brinco precioso
da orelha de um etíope! Ela é bela demais pra ser amada e pura demais
pra esse mundo! Como uma pomba branca entre corvos, ela surge em meio às
amigas. Ao final da dança, tentarei tocar sua mão, pra assim purificar a
minha. Meu coração amou até agora? Não, juram meus olhos. Até esta
noite eu não conhecia a verdadeira beleza.”(Shakespeare)
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino
trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas
que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo
àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam
o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram
se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto.
Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo. Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza.
Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você. Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo. Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza.
Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você. Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.
Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.
Ana Jácomo
terça-feira, 3 de julho de 2012
Feliz Primeiro Ano.
Há quem acredite em acaso, destino... Eu creio em algo
maior, acredito no Amor, creio em Deus.
Acredito na providência divina, e sei que Ele providenciou esse
acontecimento, e que fez ser lindo, do jeitinho engraçado como tudo aconteceu.
Parece até uma comédia romântica, quando contado pela minha boca, os meus olhos
brilham e dou risadas toda vez que lembro de quando nos conhecemos. Somos a
prova do cuidado de Deus. E que realmente o inesperado é o melhor
acontecimento.
A base do nosso relacionamento é o afeto, por isso é forte!
Teu cuidado, teu carinho, tua paciência, tua presença constante mesmo que a
quilômetros de distância, fazem parte desse lindo alicerce. Você me fez
conhecer os ápices de mim mesma. Meu eu mais feliz, mais apaixonada, mais sentida,
mais tímida, mais desinibida, mais paciente, mais impaciente, tudo ao extremo. Tudo que vem de ti, me atinge de uma forma
mais intensa do que eu estava acostumada, antes de você minha preferência era
por sentimentos efêmeros, o famoso “pé atrás” não me deixava seguir em algo
duradouro, desde então me fiz disposta a mudar algumas das minhas preferências.
Na verdade nós dois nos fizemos dispostos a lidar com esse detalhe chato, que é
a distância, mas nossos passos andam caminhando cada vez mais próximos, e tenho
esperança de te ter cada vez mais perto.
Será que nesses 365 dias, nos vimos pelo menos 60? Não. Por
isso digo que somos fortes. Não é qualquer um que enfrenta um relacionamento a
distância. Eu mesma nunca havia me imaginado nessa situação, nem tinha essa
pretensão. Acho que porque não sabia realmente os efeitos de um sentimento como
esse que tu despertastes em mim. Um sentimento que torna uma pessoa tão forte,
capaz de suportar a distância, e tão frágil e boba em outras situações. Porque
quando a saudade aperta, nasce um nó na garganta e vai engasgando tudo, e a
impossibilidade de ter o que mais queria no momento me faz frágil como uma
flor, que necessita da terra para suprir suas necessidades. O que resta é
retirar essa angústia do peito e esperar por dias melhores, eles virão. “A
esperança me move”.
É maravilhoso ouvir suas risadas quando sente cócegas,
sentir sua respiração, seu cheirinho gostoso, seu sorriso é analgésico, gosto
de te acariciar, te sentir. Tenho necessidade de ti, não por dependência,
carência, mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado,
ouvindo sua respiração, me sinto em casa. Até as coisas mais simples tem um
sabor especial ao seu lado.
Obrigada por ser meu anjo, por me proteger, pela tua
amizade, companheirismo, conselhos, por acreditar em mim (mesmo quando nem eu
acredito rs), pela tua paciência sem tamanho, tuas palavras confortáveis, amáveis,
por dividir comigo tua sabedoria, tua felicidade, teus dias. E peço pra Deus
que esses dias sejam sempre eternos, principalmente quando estás ao meu lado.
Que Ele continue cuidando da gente, nos iluminando, nos guiando pelos melhores
caminhos, e nos cobrindo cada vez mais com seu infinito amor.
Mas que o tempo que vivi sem você, é o tempo que temos para
viver juntos.
Te Adoro. <3
"Ah! Mas quando dois olhares se cruzam, duas mãos se enlaçam, duas bocas
se tocam e um abraço se faz presente. Quando o toque é sentido desde a
pontinha do dedo do pé até o cabelo. Quando, por qualquer coisa, por
mais boba que seja, faz lembrar alguém, quando a saudade é tanta que se
faz qualquer coisa pra estar perto, quando pedrinhas são atiradas na
janela, quando o celular apita, quando se espera o dia todo, ouvir a voz
de quem tanto se gosta. Quando a primeira coisa em que
você pensa, ao acordar, é aquela pessoa, e quando vai dormir…Quando dá
aquele friozinho na barriga ao ver, mesmo que ainda distante, indo ao
seu encontro. A alegria da chegada. E as carinhas tristes, da partida.
Como se quando estão juntos, fosse sempre a primeira vez de tanto que se
olham, e conversam. E sempre a última, querendo aproveitar ao máximo,
se tocar, se ter. Porque nunca ser sabe. Nem saberá. Mas se quer. Se
querem. Se querem muito. Como se nunca fosse o suficiente."
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