quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The end ?

 
Quando você diz que me quer
Meu coração chora de dúvidas
Se realmente quer porque não fica comigo?
Dói no coração em saber
Existe outro alguém com você
Ganhando seus abraços e seus beijos
Quem ama quer está sempre perto
Quem quer faz de tudo pra dar certo
Essa sua indecisão
Não faz bem pro meu coração
Que já se entregou por inteiro
Um lindo momento de amor
No meu pensamento ficou
Será que no momento sente o mesmo?!
Quem ama quer está sempre perto
Quem quer faz de tudo pra dar certo
Se era pra ser assim
Então porque cuidou tão bem de mim
Me seduziu,me enfeitiçou
Diz que me quer
Mas comigo não ficou

Sobre amores platônicos


"Inconscientemente, parecia querer buscar em autores, filmes e músicas, algum tipo de consolo. Como se alguém precisasse chegar bem perto do sofá, onde estava, colocar um das mãos em seu ombro e dizer que aquilo era normal. Que acontecia também com outras pessoas. E que iria passar…"


[Caio Fernando Abreu]

Às vezes eu queria tirar de cima de mim aquele amor, com violência. Era um peso que me ocupava inteira, a alma, o peito, a pele. Invadia-me, não conseguia livrar-me dele. Tentava continuamente ser “leve”, mas era como se a vida me desse ordem de respirar pela metade. Desesperava-me pela falta de informações. Não tinha dados. Sentia-me  como um veleiro às cegas, apenas com o auxilio da intuição... que sempre me falhava. Vivia com o fôlego suspenso. Sentia-me numa espécie de zona franca onde ele dominava todo o fluxo e movimento. Para depois ir embora. Para suportar os intermináveis minutos que passava sem conversarmos ou vê-lo ao longe, inspirava, fazia entrar oxigênio nos pulmões, pensava continuamente que era necessário  aprender a entreter-me, impunha-me distrações que no máximo se revelavam inúteis. Os livros falavam dele. As músicas cantavam minha angústia. Os filmes contavam nossa história. Às vezes, caminhava por horas até cansar. À noite os estados do coração. Leves borboletas que se agitam dentro do peito, pequenas dores ali, no centro como se a imaginação estivesse tomando posse da melhor parte da minha razão. Isso, porque amores platônicos têm urgências que o cotidiano não contempla. Quando o sono vinha-me, sonhava acordar com o espírito livre. Em alguns momentos, foi atroz, creia-me.

O coração ficava pesado, queria arrancá-lo e colocá-lo num lugar diferente do meu peito atormentado. Sem remédio. Sem cura. Sem absolvição. Ou clemência. Uma mixórdia de sentimentos que bombeavam aqui e ali, indecisos entre melancolia e alegria. Violência e doçura. Seduzidos pela necessidade de harmonia e impacientes pela inquietação dos contrates.

Pretérito imperfeito? Não. 

O amor é sempre sinônimo de catástrofe. Ama-se por toda a vida principalmente quem não nos corresponde com a mesma intensidade. Usa-se o tempo para atenuar o amor. Que, em vez disso, multiplica-se. Como células de um câncer. Até matá-la.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ser feliz ou ter razão?


Para reflexão...

Oito da noite, numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem. percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Moral da história:


Esse fato foi contado por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Diante disso me pergunto:
'Quero ser feliz ou ter razão?'
E lembrei de um outro pensamento parecido, diz o seguinte:
“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."

Doze sinais de que você está amando.

Doze: Você anda realmente devagar quando está com ele.
Onze: Você fica tímida sempre que ele está por perto.
Dez: Você sorri quando escuta a voz dele.
Nove: Quando você olha para ele, não vê as outras pessoas que estão em volta, só ele.
Sete: Ele é tudo em que você pensa.
Seis: Você percebe que está sempre sorrindo quando está olhando para ele.
Cinco: Você faria qualquer coisa só para encontrar com ele.
Quatro: Enquanto lia isso, tinha uma única pessoa na sua mente.
Três: Você simplesmente sorriu pois é verdade.
Dois: Você estava tão ocupada pensando nele que nem percebeu que o número oito está faltando.
Um: Você olhou onde deveria estar o oito e agora está silenciosamente rindo de si mesmo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu lamento pela humanidade.

Rebolation. Mulheres Frutas. Garotas que querem ser anoréxicas. A moda de ser bissexual. Funk. Corrupção. Colírios. Posers. Drogas. Abortos. Padres pedófilos. Pedófilos em geral. Garotas de treze anos que se vestem como vagabundas. Bandas de forró. Os Nardoni. O Goleiro Bruno. Pessoas que julgam. Pessoas que não têm respeito pelas outras. Pessoas que maltratam crianças. Pessoas que maltratam animais. Pessoas racistas. Pessoas homofóbicas. Orgulho Colorido. Campos de concentração. Ditadura Militar. Holocausto. Apartheid. Adultério. Divórcio. Gente idiota. Pessoas que cortam os pulsos. Padrões da sociedade que fazem garotas lindas de 14 anos se tornarem bulímicas. Gente que fala mal de pessoas que nem conhece. Garotos escrotos que dão em cima de tudo que se move. Perguntas anônimas do Formspring.Pessoas que puxam briga por qualquer assunto. Pessoas que mentem para aparecer. Fofocas. Pessoas que dizem “Ler pra quê. Pessoas que não acreditam em Deus. É, eu realmente lamento pela humanidade. 


Texto retirado de uma comunidade de whatever I .

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É Deus...parece que vai ser nós dois até o final.


“Você me pergunta “sairei do buraco?”. Sairá, sim. Sairá brilhantemente. As coisas agora vão começar a acontecer, é meio tipo ímã, uma coisinha vai magnetizando outra e outra e outra, você vai ver.”
[Caio Fernando Abreu]

domingo, 23 de janeiro de 2011

absence

     Está certo que sempre fui do tipo que corre atrás daquilo que ama, mas chega uma hora que a gente precisa sentir-se amada e procurada, até mesmo pelo cansaço de tanta corrida, tantas tentativas. Eu estou exausta.
Cansei-me de tanta confusão, isso é a minha vida e se eu não vivê-la de um jeito que seja bom pra mim não será válida. O fato é que já não sei distinguir o que é bom ou ruim, faço ou deixo de fazer, minha cabeça funciona do jeito mais incerto, meu coração então, mais louco que nunca! E nessas horas, ainda cai sobre mim uma pressão imensa e até desnecessária, aqueles que não sabem o que se passa aqui dentro, agem como se eu estivesse sendo indiferente. A verdade é que não parecem se importar, não parecem ver através de mim, como eu imaginei que poderiam. Eu não estou mal, já vive momentos piores, já senti dores mais amargas, hoje tenho apenas sequelas das dores passadas, são dolorosas sim, mas posso suportá-las; queria apenas que enxergassem toda essa bagunça que tem sido pra mim, porque eu vejo dentro de vocês quando não estão bem e não tenho me sentido com liberdade alguma de lhes dizer o quanto eu tenho coisas pra decidir, o quanto eu estou incerta de tudo em minha vida. Sim, eu tenho quem me escute, tenho quem me aconselhe de um jeito que me faz sentir maravilhosamente bem, mas ainda assim, sinto falta.
[...].

sábado, 22 de janeiro de 2011

Exijo uma certeza .

E se pra você não for como é pra mim? Como eu vou ficar? E se o meu coração não quiser passar por tudo de novo? E se eu estiver enlouquecendo? E se não for o que eu quero que seja? E se eu amar sozinha de novo? [...].
Perguntas que insistem em ficar sem resposta. Ficar contigo; a paz desse sorriso, o calor desses beijos, tudo isso me entorpece, me faz viajar por alguns instantes. E é quando volto que as coisas se complicam, é quando surgem todas as dúvidas, toda a insegurança.
Mostre-me o que quer de mim, diga olhando em meus olhos o que significo pra você, para que assim eu não precise perguntar-te, faça com que as respostas venham até mim; você não precisa dizer nada, faça das suas atitudes, suas palavras, eu entenderei.
Não é obrigatório que essas atitudes sejam positivas, quem pode obrigar o coração a bater mais forte ao ver certo alguém sorrir? Quem pode obrigar suas pernas a tremerem diante desse certo alguém? Quem pode obrigar-se a ficar bobo perto desse certo alguém? Ninguém. Jamais cobraria isso de ti, cobro apenas uma certeza, um “sim” ou um “não”.
Não esperarei como esperei um dia, não me deixarei cair como cai lá atrás, não de novo, errei e não posso cometer o mesmo erro novamente. Dessa vez, eu exijo uma certeza.

Carta de amor


Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo.
Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguem é perfeito pra ninguem
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir(fugir).
Já pensei em te largar,
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguem,
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito,
Mas por você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender.
Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas futeis.
Posso tirar tua roupa,
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo,mas com você eu to tranquilo(tranquilo)
Agora o que vamos fazer?
Eu tambem não sei.
Afinal, será que amar é mesmo tudo?!
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Tô aprendendo tambem.
Já pensei em te largar,
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguem,
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito,
Mas por você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender.
Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas futeis.
Posso tirar tua roupa,
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo,mas com você eu to tranquilo(tranquilo)
Agora o que vamos fazer?
Eu tambem não sei.
Afinal, será que amar é mesmo tudo?!
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Tô aprendendo tambem.

 [Jota Quest]

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Obrigada, Renato Russo.

 Por  pelo menos ter tentado - nos ensinar que é preciso amar como se não houvesse amanhã; que a felicidade mora aqui, com a gente, até a segunda ordem; e que quando se aprende a amar, o mundo passa a ser nosso. Nos ensinar que é a verdade que assombra, o descaso que condena e a estupidez que destrói, que disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza e quando se tem coragem, tem bondade. E por sempre, sempre, falar que não devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar no sonho que nós temos. Por nos ensinar, também, que se quisermos alguém em quem confiar, devemos confiar em nós mesmos. E por nunca cansar de nos lembrar que todo mundo sabe, ninguém quer mais saber. Por entender nossa carência, nossa procura por alguém que um dia possa nos dizer que quer ficar só conosco. Por nos entender quando dizemos que se o mundo é parecido com o que vemos, preferimos acreditar no mundo do nosso jeito; por insistir que se entregar é uma bobagem e que o vento leva sempre tudo embora. (...)
E obrigado, por falar, inúmeras vezes, que os sonhos vem e que os sonhos vão e que o resto é imperfeito. E, acima de tudo, por nos ensinar, sempre, em qualquer frase de qualquer musica, que quando tudo está perdido, sempre existe uma luz! E nos fazer acreditar que, ao menos uma vez, o mais simples pudesse ser visto como o mais importante. Por nos ensinar a vencer os obstaculos, afinal, tudo está perdido, mas existem possiblidades. Ah, e que apenas começamos e o mundo começa agora! Entender, que, quem fala demais quase sempre não tem nada a dizer. 
P.S: por nos deixar malucos, porque é só você que tem a cura para esse nosso vício de insistir nessa saudade que sentimos. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem me dera,

ao menos uma vez , acreditar por um instante em tudo que existe, e acreditar que o mundo é perfeito; e que todas as pessoas são felizes .
Legião Urbana - Índios
 

 

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chove

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove (2x)
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove


(Capital Inicial)

A vida me ensinou a dar volta por cima, ver que após a tempestade o sol volta a brilhar e que a dor não dura para sempre. É só acreditar.

Para você ver o arco-íris é necessário que a chuva venha primeiro. 



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pra todos que conseguem ver carneiros através de caixas.


"Meu Deus, me dá cinco anos! Me dá a mão. Me cura de ser grande!'' 
[Adélia Prado]

Todas as pessoas grandes foram um dia crianças (mas poucas se lembram disso).
(...)
As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas? "Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos tem ele? Quanto pesa?
Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado. . . " elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"
Assim, se a gente lhes disser: "A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe" elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: "O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612" ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes. Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer: "Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida, muito mais verdadeiro. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.

[ Antonie de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe ]